Este artigo tem como objetivos principais os de estabelecer um paradigma avaliativo dos meandros autorais em que incorre um escritor cuja obra é tendencialmente lida como autobiográfica e aplicar essa visão crítica ao caso de Luiz Pacheco, autor cuja obra tem levantado questões e problemas que dificultam a leitura distanciadamente crítica dos seus textos. Destacaremos os principais momentos em que este autor questiona e, ao mesmo tempo, supera a leitura tendenciosa de que tem sido alvo a sua obra, possibilitando ao leitor vislumbrar a concretização do projeto aberto pelos surrealistas, especialmente os portugueses, protagonistas da “única real tradição viva” e detentores da derradeira transgressão da arte moderna, a que sente já uma saturação da influência e que remodela a vida em função da arte, não a arte em função da vida.

Públicado em AGÁLIA 103

ficha

Agália. Revista de Estudos na Cultura

ISSN: 1130-3557.
Depósito Legal: C-250 - 1985 (versão impressa)
Edita:
Associaçom Galega da Língua (AGAL)
URL:
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@agalia.net
endereço postal:
R/ Santa Clara nº 21, 15704 Santiago de Compostela (Galiza)
Periodicidade Semestral (números em junho e dezembro)
Diretores: Roberto Samartim e Felisa R. Prado
Indexada nas bases de dados de dialnet e da CAPES