As reflexões sobre a relação entre determinada sociedade, com certa visão cultural predominante, e a língua desta são já antigas. Contudo, ainda na actualidade, há questões que subsistem, como as manifestadas pela oposição entre “feminino” e “masculino” para a definição da identidade individual. Prendem-se com as perspectivas culturais que uma sociedade lança sobre o mundo, isto é, a realidade extra-linguística, implicando a distinção entre “sexo” e “género” ou a sua coincidência. Realça-se a opção preferencial da cultura ocidental da contemporaneidade pelo “género” e trata-se, aqui, de propor uma abordagem ao assunto, fundamentada numa exemplificação recente, sobretudo com base na Língua Portuguesa.

Públicado em AGÁLIA 104

País de colonização portuguesa, Timor-Leste foi ocupado pela Indonésia, no período entre 1975-1999; caracterizado pela diversidade linguística e por uma sociedade multicultural, viu-se, no tempo indonésio, submetido a uma política dedestimorizaçãoque, no aspecto linguístico, significou a minimização do uso do tétum (língua nacional), a proibição da expressão em língua portuguesa e a imposição da utilização da língua indonésia. Com a independência e a constituição da República Democrática de Timor-Leste, em maio de 2002, o português assume, ao lado da língua tétum, o estatuto de oficial. Partindo dos conceitos de lusofonia e de identidade, traçamos um percurso em que refletimos acerca da construção da identidade linguística de Timor-Leste, inserido no espaço lusófono, recorrendo a depoimentos e registros de estudiosos, políticos e populares timorenses.

Públicado em AGÁLIA 104

Este artigo pretende analisar de que formas os indivíduos normativamente designados de ‘imigrantes’ se apropriam da língua do país recetor e, com ela, se tornam agentes identitariamente implicados no processo da sua integração. Através de uma abordagem contextual centrada em narrativas de vida, a presente análise centra-se na aprendizagem e uso da língua portuguesa de dois indivíduos imigrados em Coimbra cuja língua materna não é a portuguesa.

Ao longo de todo o artigo importará refletir na língua enquanto uma prática discursiva. Falar em português ultrapassa o seu caráter pragmático, ao nível comunicativo interpessoal e laboral, para assumir uma dimensão performativa de cariz ontológico e político — um exercício estratégico identitário e contra-hegemónico que visa a procura por uma visibilidade e reconhecimento social. Estes sujeitos migrantes usam a língua, precisamente a identidade legitimadora que ela veicula, para reconstruírem uma identidade social e definirem a sua individualidade.

Públicado em AGÁLIA 104

Em datas recentes uma reconstrução da bandeira sueva do reino da Gallaecia teve certo sucesso, no que se refere à sua difusão. A juízo do autor deste trabalho a bandeira que se tem difundido contém erros devidos a uma transcrição parcial e deficiente da fonte. Com base no relatório original, e atendendo a critérios históricos e antropológicos, este artigo propõe uma outra interpretação que recolhe contextualmente tanto os dados descritivos
do documento como uma visão reintegradora no quadro específico da cultura tradicional galaica.

Públicado em AGÁLIA 102

ficha

Agália. Revista de Estudos na Cultura

ISSN: 1130-3557.
Depósito Legal: C-250 - 1985 (versão impressa)
Edita:
Associaçom Galega da Língua (AGAL)
URL:
http://www.agalia.net
endereço-eletrónico: revista
@agalia.net
endereço postal:
R/ Santa Clara nº 21, 15704 Santiago de Compostela (Galiza)
Periodicidade Semestral (números em junho e dezembro)
Diretores: Roberto Samartim e Felisa R. Prado
Indexada nas bases de dados de dialnet e da CAPES